Corre! Publisher ban AI art, chama de ‘câncer’ nas contratos
Controvérsia: Editora banirá IA em contratos 2026; saiba os impactos no setor

Em 2026, a indústria de jogos enfrenta uma batalha ética com o uso crescente de inteligência artificial gerativa (gen-AI) na criação de arte. Tim Bender, CEO da Hooded Horse, uma das editoras independentes mais influentes do setor, decidiu adotar uma posição firme contra a tecnologia, classificando-a como “cancerígena” para a criatividade humana. A editora, responsável por sucessos como Manor Lords e Endless Legend 2, incluiu cláusulas em seus contratos proibindo o uso de assets gerados por IA em todos os jogos publicados.
Desafios de Implementação
Enquanto Bender afirma que “recusar gen-AI é fácil”, a execução prática revela limitações. Plataformas como Steam dependem da honestidade dos desenvolvedores para divulgar o uso de IA gerativa, e até mesmo jogos como Clair Obscur: Expedition 33 enfrentaram escândalos por incluir artes de IA em versões iniciais. “É preciso supervisão constante”, diz Bender, lembrando que estúdios pequenos ou que trabalham com freelancers têm dificuldade em monitorar a cadeia de produção. A editora conta com artistas dedicados para criar material de divulgação, reforçando seu compromisso ético.
Conflito com a Indústria
Contrariando a abordagem da Hooded Horse, gigantes como EA e Larian Studios defendem o uso de IA para “otimizar processos” em jogos como Divinity e Baldur’s Gate 3. Patrick Söderlund, CEO da Embark Studios, argumenta que IA não substitui empregos, mas “ajuda desenvolvedores a criar experiências melhores”. Já a Neowiz, produtora de Lies of P, afirma que quase todas as empresas sul-coreanas utilizam ferramentas de IA ativamente. Para Bender, no entanto, o debate transcende a produtividade: “É uma questão de ética, não de relações públicas”. A editora mantém seu posicionamento, afirmando que “qualquer uso de IA gerativa em jogos é uma traição à criatividade humana”.



