O fim do monopólio? Google apela decisão judicial histórica

Google pede suspensão de medidas em caso de monopolio judicial

Google recorre de julgamento que condena monopólio de busca

A gigante de tecnologia Google anunciou oficialmente recursos jurídicos contra o julgamento de 2024 que o condenou por manter monopólio ilegal no mercado de busca online. A empresa pede a suspensão das medidas judiciais que forçariam a compartilhar dados de pesquisa e serviços com concorrentes.

Argumentos da defesa de Google

“As pessoas usam o Google porque escolhem, não porque são obrigadas”, afirmou Lee-Anne Mulholland, VP de assuntos regulatórios da empresa, em comunicado. A empresa argumenta que a decisão judicial ignorou a “intensa competição” enfrentada, incluindo startups financiadas e players estabelecidos.

Julgamento histórico

O juiz Amit Mehta, em decisão de 2024, classificou o Google como monopolista ilegal nos serviços de busca e anúncios de texto. O magistrado apontou que contratos exclusivos com fabricantes de smartphones e navegadores privaram concorrentes de oportunidades justas. “Essas são empresas Fortune 500 que não têm para onde correr”, destacou.

Impacto nos rivais

O julgamento revelou que mudar provedores de busca padrão prejudicaria financeiramente empresas parceiras, com risco de perder bilhões em receita vinculada ao Google. A empresa, por sua vez, afirma que as medidas judiciais “comprometeriam a privacidade dos usuários” e inibiriam a inovação.

Próximos passos

Se a apelação não for aceita, o caso pode demorar anos, com possibilidade de chegar ao Supremo Tribunal americano. A disputa, iniciada em 2020 pela Procuradoria Federal, já redefiniu paradigmas de competição no setor digital.

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