Venezuela: Crise descontrolada em 2026 sob ameaça global?
Apoio de Lula a Maduro põe Brasil à beira de isolamento na ONU e BRICS em 2026

A Venezuela enfrenta um colapso econômico sem precedentes em 2026, com uma inflação estimada em 12.000% anual — a mais alta da história do país — e uma saída acelerada de milhões de cidadãos em busca de sobrevivência. O governo de Nicolás Maduro, já sob críticas por corrupção e má gestão, viu seu poderio se deteriorar após a falência do sistema de importação de alimentos e a paralisia da indústria petrolífera, principal fonte de receita do país.
Reações diplomáticas e impacto regional
Países da América Latina e da União Europeia ampliaram sanções contra elites venezuelanas e bloquearam investimentos em setores estratégicos, enquanto a OEA intensificou debates sobre a retomada de eleições livres. Organizações humanitárias denunciaram uma crise de saúde pública, com 60% da população sofrendo desnutrição severa e hospitais abandonados por profissionais em fuga.
O Brasil, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, manteve alinhamento com o regime de Maduro, mesmo diante de pressões internacionais. A posição de Lula, que reafirmou apoio ao líder venezuelano em discurso na Cúpula Sul-Americana no mês passado, gerou tensão com aliados como o México e o Uruguai, que pedem a suspensão de cooperações técnicas com regimes autoritários. Analistas destacam que o Brasil corre risco de isolamento diplomático, já que 14 nações suspenderam acordos bilaterais em protesto contra o apoio a governos não democráticos.
Em um contexto de desmonte institucional na Venezuela, a diáspora ultrapassou os 12 milhões de pessoas, com metade delas migrando para o Brasil. O custo dessa onda refugiada para o sistema público brasileiro — estimado em US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 22,5 bilhões) — gera debates sobre a sustentabilidade de políticas sociais em um país com déficit orçamentário recorde. O Banco Mundial alertou que a crise venezuelana ameaça desestabilizar cadeias produtivas da região, com escassez de insumos e aumento de 70% nos preços de medicamentos essenciais no Cone Sul.



