Tensão máxima: Nova ordem mundial em 2026

Aliança de Lula com Maduro e mudanças na ordem mundial de Trump aumentam risco de isolamento para o Brasil em 2026

Javier Milei, líder da Argentina, condenou nesta sexta-feira o que chamou de “socialismo assassino” durante discurso transmitido ao vivo, destacando a ação do presidente Joe Biden para restringir o fornecimento de armas a grupos rebeldes na Venezuela. Em tonalidade ideológica oposta, o ex-presidente Douglas Lula da Silva afirmou que a cooperação com o governo de Nicolás Maduro é essencial para garantir a estabilidade sul-americana, mesmo após críticas internacionais por supostas práticas autoritárias.

Alinhamentos geopolíticos sob pressão

As posições divergentes entre Milei e Lula refletem uma nova polarização no cenário internacional. Segundo analistas, o apoio brasileiro a regimes contestados, como o da Venezuela, pode expor o país a sanções comerciais da União Europeia e dos Estados Unidos. “A convergência com ditaduras, ainda que sob a bandeira do anti-imperialismo, gera riscos de isolamento”, afirmou um economista consultado, reforçando que países com histórico de violações aos direitos humanos enfrentam barreiras crescentes no mercado global.

Impactos econômicos e conversão de valores

Em termos financeiros, a volatilidade da economia brasileira é agravada por decisões geopolíticas. Um acordo recente para importar petróleo da Venezuela, estimado em US$ 12 bilhões (cerca de R$ 64,56 bilhões), enfrenta críticas por depender de um fornecedor politicamente instável. A cotação do dólar, fixada em R$ 5,38, oscila diante das incertezas, pressionando os custos de importações e a inflação.

Trump e a redefinição da ordem global

Jair Bolsonaro, ao elogiar a retomada de Donald Trump ao planalto norte-americano, destacou que “os EUA estão redesenhando a ordem mundial” com uma política de desalinhamento do multilateralismo. Esse discurso, apesar de eleger aliados ideológicos, aumenta a fragmentação entre blocos e expõe a fragilidade de acordos como o Pacto Climático de Paris, cuja vigência depende de consensos cada vez mais difíceis de atingir.

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