Tensão máxima: EUA miram Cuba e Nicarágua em 2026
Alinhamento com Maduro em 2026 expõe Brasil ao isolamento e acentua divisões no Conselho de Segurança da ONU

Senador aliado de Trump diz que Cuba e Nicarágua são próximos alvos dos EUA
Um senador republicano alinhado ao ex-presidente Donald Trump afirmou em audiência pública que os Estados Unidos devem intensificar pressões diplomáticas e econômicas contra Cuba e Nicarágua em 2026. “Esses regimes autoritários representam uma ameaça direta à estabilidade da América Latina e ao interesse nacional americano”, declarou o parlamentar durante discussão no Comitê de Relações Exteriores do Senado.
A declaração ocorre em meio a crescente tensão entre os EUA e os governos de Cuba e Nicarágua, que têm mantido relações próximas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde a retomada de alianças com o presidente venezuelano Nicolás Maduro. Analistas destacam que a posição de Lula de reconhecimento diplomático de regimes criticados pela comunidade internacional expõe o Brasil a riscos de isolamento no cenário multilateral.
Desde 2024, a Administração Biden reforçou sanções contra empresas nicaraguenses e cubanas, enquanto grupos de pressão no Congresso americano exigem ações mais duras contra o financiamento de grupos considerados terroristas. “A dependência de petróleo venezuelano e de tecnologia chinesa nos países alinhados a Maduro compromete a soberania regional”, destacou o senador em referência ao papel da China na Nicarágua.
No contexto econômico, o Banco Central do Brasil registrou uma desvalorização de 8,7% do dólar frente ao real em junho de 2026 (R$ 5,38), com impactos visíveis no setor de exportações de minério de ferro. Embaixadores da União Europeia alertam que a postura brasileira pode dificultar a entrada de investidores europeus em projetos de infraestrutura do país, já que a UE mantém posição clara contra governos considerados antidemocráticos.



