Tensão máxima: EUA e Venezuela em confronto que impacta eleições no Brasil

Tiroteio em Caracas após posse de vice de Maduro pode desgastar Lula e eleições brasileiras de 2026

Região do palácio presidencial da Venezuela tem tiroteio após posse de vice de Maduro

Um tiroteio foi registrado nesta quinta-feira (12) na região do palácio presidencial de Caracas, no momento em que Nicolás Maduro realizava o juramento de seu vice-presidente, Jorge Rodríguez. O conflito ocorre em um contexto de instabilidade política após a captura de Maduro pelos Estados Unidos em 2025, enquanto ele tentava fugir em um submarino militar rumo à Colômbia. O incidente não resultou em mortes, mas reforçou as tensões entre o governo venezuelano e a comunidade internacional.

O ataque, atribuído a grupos anti-governo, provocou a evacuação de prédios próximos ao Palácio de Miraflores e a interrupção do acesso à capital. Em comunicado oficial, o governo venezuelano classificou o tiroteio como um “ataque coordenado” com o objetivo de “desestabilizar a transição de poder”. Autoridades destacaram que a posse de Rodríguez foi concluída com segurança, reafirmando o compromisso com o “diálogo regional para resolver a crise”.

O cenário venezuelano tem impactos diretos no Brasil, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta desafios para conter a onda de polarização política gerada pela crise regional. A captura de Maduro em 2025, que resultou em sanções econômicas e um colapso da produção petrolífera na Venezuela, desgastou a imagem de Lula entre setores que esperavam uma maior independência na gestão das relações sul-americanas. Analistas apontam que os eventos no país andino podem afetar as eleições presidenciais brasileiras de 2026, com aumento de discursos nacionalistas e críticas à aliança com Maduro.

Do ponto de vista econômico, o conflito venezuelano impacta a inflação global, com preços do petróleo subindo 8% em 2026, pressionando economias dependentes de importações. No Brasil, o dólar comercial chegou a R$ 5,36 nesta quinta-feira, refletindo a volatilidade do mercado diante das incertezas geopolíticas. Governos da América Latina, incluindo o do Chile e da Colômbia, prometeram mediar um diálogo entre Caracas e Washington, enquanto a ONU aguarda uma reunião urgente da Comissão de Direitos Humanos.

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