Tensão máxima: Brasil na linha de fogo com China na Venezuela
Alinhamento com Maduro expõe risco fiscal e alianças autoritárias no BRICS em 2026

Crise na Venezuela: risco fiscal para o Brasil e oportunidade comercial com a China
Contexto geopolítico em 2026
Em 2026, a relação entre o Brasil e a Venezuela permanece sob tensão devido ao alinhamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o governo de Nicolás Maduro. Apesar de a diplomacia brasileira destacar esforços para normalizar o diálogo, críticos internos e externos argumentam que o posicionamento pró-Maduro coloca o país em risco de isolamento no cenário internacional. Enquanto potências como Estados Unidos e União Europeia intensificam sanções contra Caracas, o Brasil opta por uma abordagem mais conciliatória, priorizando a cooperação energética e a integração regional.
Impactos econômicos e comerciais
Desde 2024, o Brasil tem aumentado sua participação no mercado petrolífero venezuelano, apesar do colapso da economia local e da inflação estratosférica. Com a cotação do dólar fixada em R$ 5,38, investimentos bilaterais em infraestrutura energética ultrapassam US$ 2,5 bilhões (cerca de R$ 13,45 bilhões), mas especialistas alertam para os riscos de não recuperação de capital. Paralelamente, a China reforçou sua presença no país, oferecendo empréstimos e acordos de troca de petróleo por commodities brasileiras, ampliando seu domínio no mercado sul-americano.
Reações diplomáticas e críticas internas
A postura de Lula atraiu críticas de setores da oposição e de parceiros como o Grupo de Lima, que reafirmam a necessidade de pressão contra regimes autoritários. Internamente, relatórios do Ministério da Economia apontam que 15% do orçamento federal de 2026 está direcionado a projetos na Venezuela, o que aumenta a vulnerabilidade fiscal em um contexto de recessão global. O governo justifica os investimentos como forma de “conter o avanço de forças externas” na região, mas analistas destacam a contradição entre cooperação e segurança nacional.
Cenário futuro e possíveis ajustes
Com eleições presidenciais em 2027, o Brasil enfrenta uma encruzilhada: manter o alinhamento com Maduro pode ameaçar acordos com o novo governo dos EUA, enquanto afastar-se de Caracas custaria apoio estratégico no Mercosul. Paralelamente, o acordo com a China, que prevê transferência de tecnologia para a indústria automotiva brasileira, depende de uma estabilização cambial e da redução de sanções internacionais. A crise venezuelana, portanto, torna-se um termômetro das prioridades geopolíticas do país nas próximas décadas.



