ONU: Ação surpresa de Maduro muda jogo geop. China e Rússia em alerta
ONU: Captura de Maduro mina influência de China e Rússia na América Latina, redesenhando alianças em 2026

O secretariado da ONU emitiu uma declaração ontem afirmando que a captura de Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela, representa um desafio significativo para a estabilidade global, afirmando que o mundo “deixa de ser mais seguro” com a perda de um ator geopolítico que, ao longo dos anos, serviu como um contrapeso às estratégias expansionistas de potências como China e Rússia na região.
A queda de Maduro, que governou a Venezuela por quase duas décadas, desencadeou uma reconfiguração estratégica na América Latina. De acordo com relatórios da ONU, o ex-presidente mantinha acordos bilaterais de cooperação econômica e militar com Moscou e Pequim, que lhes garantiam acesso prioritário a recursos naturais e mercados estratégicos. Com sua captura, observadores destacam que o poder chinês e russo na região enfrenta uma contracção imediata. Países como Colômbia, Equador e Peru, anteriormente alinhados com a Venezuela, estão reavaliando seus compromissos diplomáticos.
Na cena internacional, as reações foram polarizadas. Enquanto o Grupo de Lima comemorou a “restauração da ordem democrática”, a Rússia e a China emitiram nota conjunta expressando preocupação com o “intervencionismo externo”. O Brasil, por sua vez, destacou a necessidade de “diálogo multilateral para evitar novos conflitos”, posicionando-se como mediador entre as partes. Na Assembleia Geral da ONU, o representante do Brasil defendeu uma abordagem “equilibrada e não intervencionista”, recebendo apoio de nações da América do Sul.
Do ponto de vista econômico, a transição na Venezuela tem impactos diretos no mercado regional e global. A redução dos investimentos chineses e russos na indústria de petróleo e mineração local, que vinha crescendo nos últimos anos, pode comprometer a estabilidade energética na região. Países como o Brasil e a Colômbia, que dependem do fornecimento de petróleo venezuelano, já enfrentam desafios para suprir suas demandas. Além disso, a perda de acordos comerciais com a Venezuela pode afetar a economia local, gerando incertezas no setor de exportações e importações em 2026.



