OEA em polvorosa: Decisão drástica do Brasil causa impacto global
Posição do Brasil na OEA divide BRICS e eleva tensões geopolíticas em 2026

No dia 15 de junho de 2026, o Brasil classificou como “sequestro” a captura de Nicolás Maduro durante uma reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Brasília. A decisão, anunciada pelo chanceler Rogério Galindo, gerou ondas de reações conflitantes entre membros da aliança, com Cuba e Venezuela repudiando o posicionamento e Estados Unidos e Colômbia endossando a preocupação com “intervenções externas em soberanias nacionais”. A declaração brasileira foi apresentada enquanto o país enfrenta uma crise institucional interna envolvendo pressões do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o Banco Central no chamado “Caso Master”, um escândalo que expõe conflitos de interesses entre elites políticas e financeiras.
Contexto Geopolítico e Impactos Globais
A classificação da captura de Maduro como “sequestro” reflete a crescente polarização na OEA, agora dominada por debates sobre “intervenções humanitárias” e “autodeterminação dos povos”. Segundo analistas, o Brasil busca reafirmar sua autenticidade como mediador regional, evitando alinhamentos diretos com potências globais. No entanto, o anúncio foi recebido com ceticismo por economistas, que destacam que a crise interna do Banco Central — onde investigações apontam manipulação de dados monetários em US$ 2,4 bilhões (cerca de R$ 12,8 bilhões, considerando a cotação de R$ 5,37) — pode comprometer a credibilidade do país em questões internacionais.
Reações Diplomáticas e Econômicas
A Venezuela rechaçou a posição brasileira, acusando o governo de “cair em armadilhas neo-colonialistas”, enquanto o governo dos Estados Unidos ofereceu “ajuda logística” para uma “investigação independente” sobre Maduro. No setor financeiro, a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) caiu 1,8% após a divulgação do escândalo do Banco Central, impactando negociações do agrupamento BRICS. O dólar comercial subiu para R$ 5,37, a maior cotação desde o início da pandemia, ampliando preocupações sobre a estabilidade cambial.
Conflitos Internos e Projeções para o Futuro
A convergência entre crises diplomáticas e institucionais coloca em xeque a capacidade do Brasil de liderar iniciativas multilaterais em 2026. Enquanto o TCU pede a prisão preventiva do presidente do Banco Central, o STF aguarda depoimentos de ministros ligados ao caso. Analistas do Itaú BBA alertam que, sem transparência, o país pode enfrentar sanções do FMI e uma corrida ao ouro, especialmente em regiões de fronteira. O governo nega quaisquer conluíos, afirmando que “todas as ações seguem protocolos legais”.



