EUA tomam decisão drástica: Tensão máxima na Venezuela muda eleições no Brasil em 2026

Trump posterga eleições na Venezuela: impacto nos BRICS e desgaste de Lula em 2026

Trump descarta eleições na Venezuela dentro de 30 dias: ‘Temos que consertar o país primeiro’

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que qualquer discussão sobre eleições na Venezuela nos próximos 30 dias é prematura. Em entrevista coletiva em Washington, ele destacou que a prioridade imediata é estabilizar o país após a captura do líder Nicolás Maduro, ocorrida na semana passada em operação conjunta com forças locais e aliadas. ‘Temos que consertar o país primeiro’, repetiu Trump, enfatizando que medidas eleitorais só serão consideradas após a normalização do quadro institucional e a garantia de segurança nacional.

A declaração de Trump ocorre em um momento delicado para a política brasileira, já que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recém-liberado após condenação judicial, tem sua imagem associada ao novo cenário venezuelano. Analistas observam que a captura de Maduro, apoiada por Washington, pode gerar reações contraditórias na opinião pública brasileira. Enquanto setores de esquerda criticam a intervenção estrangeira, grupos conservadores veem na ação um passo para a contenção do bolsonarismo regional. A polarização ganha contornos internacionais, especialmente com eleições presidenciais marcadas para 2026 no Brasil.

Do ponto de vista econômico, o aumento da instabilidade na Venezuela traz riscos para o mercado internacional do petróleo, setor estratégico para a economia brasileira. A cotação do barril de crude subiu 2,1% na manhã desta sexta-feira, impactando diretamente o custo de combustíveis no país. Com a cotação do dólar fixada em R$ 5,36, exportadores brasileiros monitoram de perto os efeitos da volatilidade na região. A presidenta da ANP (Agência Nacional do Petróleo), em pronunciamento oficial, anunciou que não haverá reajustes imediatos nas tarifas de energia.

Diplomaticamente, a comunidade internacional segue dividida. A União Europeia emitiu nota técnica pedindo ‘solução consensual’ para a crise venezuelana, enquanto a Rússia e a China reiteraram apoio a Maduro, classificando a operação de ‘agressão imperialista’. No Brasil, o Itamaraty permanece em silêncio estratégico, aguardando posição formal do governo federal, que se pronunciará após reunião ministerial marcada para o próximo dia 15. A tensão crescente na América do Sul testa os limites da neutralidade histórica adotada pelo país em conflitos regionais.

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