EUA: Tensão global explode em 2026 com ações inesperadas de Trump
Doutrina Donroe expande alvos de Trump: Groenlândia e reações do BRICS em 2026

Trump e a nova ‘Doutrina Donroe’: Quais países podem estar na mira após a Venezuela?
O segundo mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está sendo marcado por uma política externa agressiva, com ações concretas que redefinem a estratégia norte-americana no cenário internacional. A captura de Nicolás Maduro e Cilia Flores na Venezuela foi o primeiro passo de uma ‘Doutrina Donroe’, uma atualização da Doutrina Monroe de 1823, que afirma a supremacia dos EUA no hemisfério ocidental. Agora, o foco do governo Trump se volta para outros países, desencadeando uma série de reações diplomáticas e tensionando relações entre potências globais.
Greenland: A disputa pelo território ártico
A Groenlândia, uma ilha estratégica e rica em terras raras, tornou-se um alvo de interesse direto de Trump. O presidente norte-americano justificou sua ambição alegando motivos de segurança nacional e alertou sobre a presença de navios russos e chineses na região. ‘Precisamos da Groenlândia’, disse Trump, destacando o valor da ilha para a indústria de tecnologia e armamento. A resposta do primeiro-ministro Jens Frederik Nielsen foi firme: ‘Chega de pressões. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação’, afirmou, reiterando o compromisso com a legislação internacional.
Colômbia: Conflitos por drogas e sanções
A Colômbia, vizinha da Venezuela e importante produtora de minerais estratégicos, enfrenta uma crescente hostilidade de Washington. Trump, em tom ameaçador, alertou o presidente Gustavo Petro a ‘cuidar do próprio traseiro’, acusando-o de permitir o tráfico de drogas para os EUA. As sanções impostas em outubro de 2025 e os ataques a navios no Caribe intensificaram o conflito. Petro, por sua vez, rejeitou as ações unilaterais, enquanto os EUA insistem em manter sua aliança tradicional contra o tráfico de cocaína. O país recebe anualmente centenas de milhões de dólares (cerca de R$ 1,074 bilhões) em assistência militar para combater os cartéis, segundo dados oficiais.
Irã: Risco de novas ações militares
O Irã, já sob sanções internacionais, pode enfrentar novos ataques norte-americanos após a reunião entre Trump e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. Trump ameaçou uma intervenção direta caso o governo iraniano continue reprimindo manifestantes. ‘Se eles começarem a matar pessoas como fizeram no passado, acho que receberão um golpe muito forte dos Estados Unidos’, afirmou o presidente. A tensão regional se agravou após os ataques israelenses a instalações nucleares iranianas no final de 2025.
México: Tensão na fronteira e a ‘Renomeação’ do Golfo
Trump renomeou o Golfo do México para ‘Golfo da América’, reforçando sua visão de supremacia norte-americana. O presidente acusou o México de falhar na contenção de imigrantes ilegais e do tráfico de drogas, prometendo ações mais duras contra os cartéis. A presidente Claudia Sheinbaum rejeitou qualquer intervenção militar, afirmando que o México é ‘soberano’. O anúncio do novo nome do golfo, porém, sinaliza uma postura unilateral que pode afetar as relações bilaterais.
Cuba: A crise econômica e o declínio anunciado
Cuba, sob sanções norte-americanas desde a década de 1960, pode ser o próximo alvo da política de Trump. O presidente afirmou que a ilha está ‘pronta para cair’ devido à dependência do fornecimento venezuelano de petróleo. ‘Cuba não tem renda’, disse Trump, destacando o colapso econômico do país. O secretário de Estado, Marco Rubio, reforçou as pressões, sugerindo que mudanças no regime são inevitáveis. Havana, porém, manteve sua postura crítica, enfatizando a resistência à interferência externa.
A política externa de Trump está redesenhando o mapa geopolítico global, com ações que misturam ameaças, intervenções e redefinições territoriais. Enquanto os EUA reforçam sua hegemonia no hemisfério ocidental, os países alvos enfrentam desafios diplomáticos, econômicos e sociais. A ‘Doutrina Donroe’ não apenas redefine as relações norte-sul, mas também coloca em risco a estabilidade de regiões críticas, como o Atlântico Norte e o Caribe. O cenário internacional em 2026 é marcado por uma crescente polarização, com Washington assumindo um papel mais ativo e assertivo em confrontos que poderiam ter implicações duradouras para o equilíbrio global.



