EUA em ação: Confisco bilionário de Maduro pode mudar eleições no Brasil

BRICS reage à captura de Maduro, Lula enfrenta crise nas eleições de 2026 no Brasil

O anúncio da prisão de Nicolás Maduro nos Estados Unidos em 2026 abriu uma nova fase na crise venezuelana, com o risco de que um patrimônio bilionário do ex-presidente seja confiscado sob acusações de corrupção. Autoridades norte-americanas afirmam que os bens, estimados em US$ 2,5 bilhões (cerca de R$ 13,4 bilhões), podem ser bloqueados em 2027, incluindo propriedades no Caribe e ativos financeiros em Nova York. A decisão, que viola o princípio da imunidade diplomática, foi recebida com fortes críticas por Caracas, que classificou a ação como “intervencionismo político”.

Impacto diplomático e reações globais

Na esfera internacional, a captura de Maduro aprofunda a polarização entre os países que apoiam a Venezuela e os que seguem a agenda dos EUA. A ONU solicitou uma audiência de emergência para discutir a legalidade da prisão, enquanto membros do BRICS pressionam por uma solução diplomática. Países como Rússia e China emitiram notas de protesto, destacando que a medida pode “incendiar conflitos regionais”. Já na União Europeia, o Conselho de Relações Exteriores dividiu-se entre condenar a ação ou apoiar a luta contra o narcotráfico, acusado de financiar o governo venezuelano.

Do ponto de vista econômico, o impacto da decisão repercutiu imediatamente. O dólar norte-americano subiu 0,8% em Wall Street, enquanto o petróleo Brent caiu 1,2% na bolsa de Londres. Analistas alertam que a injeção de R$ 13,4 bilhões nos cofres da Venezuela, caso os bens sejam devolvidos, poderia gerar inflação em 2027, já que o país enfrenta uma dívida pública de US$ 50 bilhões (R$ 268 bilhões). A equipe econômica de Caracas, no entanto, nega que o governo tenha acesso a ativos no exterior.

No Brasil, a notícia coincide com o cenário eleitoral de 2026. A captura de Maduro é interpretada como um golpe contra o PT, que mantém relações históricas com o governo socialista. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defende o diálogo com Caracas, enfrenta críticas da oposição, que acusa o governo de “subestimar a ameaça do narco-estado”. No Congresso, senadores da base governista pedem uma posição mais firme contra Maduro, enquanto partidos de direita sugerem a interrupção de acordos comerciais com a Venezuela.

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