EUA capturam Maduro: Aliados do chavismo em crise
Aliados de Maduro resistem: captura pelos EUA desgasta Lula e eleições de 2026 no Brasil

Aliados chavistas mantêm influência em meio a tensões internacionais
No contexto de 2026, a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos em uma operação conjunta com forças locais desencadeou uma crise diplomática sem precedentes entre Brasil e Venezuela. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, historicamente aliado ao governo chavista, enfrenta pressão crescente para redefinir sua política externa, enquanto figuras como Diosdado Cabello, presidente do Parlamento, e o general Vladimir Padrino López, comandante das Forças Armadas, se mantêm como pilares do regime, reforçando o discurso anti-imperialista em um momento de fragilização.
Impacto nas eleições brasileiras
A aliança histórica entre Lula e Maduro torna a prisão de后者 uma ameaça direta à popularidade do líder brasileiro, especialmente em setores que apoiam a diplomacia de integração sul-americana. Pesquisas eleitorais indicam que o escândalo pode afetar o desempenho de Lula na corrida presidencial de 2026, com críticos aproveitando o momento para acusá-lo de proteger ditadores. O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) já manifestou abertamente sua insatisfação com a postura do governo, enquanto agronegócio e setores de direita reforçam a narrativa de que o Brasil deve se afastar de regimes autoritários.
Em termos econômicos, a tensão afeta o preço do petróleo no mercado local, com a cotação do barril oscilando perto dos US$ 85 (cerca de R$ 453,40 considerando a cotação de R$ 5,36) devido à incerteza sobre a estabilidade da produção venezuelana. A dependência de gás natural da indústria brasileira, que importa cerca de 15% do total do país, também está sob risco, com fornecedores alternativos cobrando até 30% a mais para abastecer o mercado.
Diplomacia internacional em jogo
A União Europeia e a Rússia já emitiram notas rejeitando a ação dos EUA, enquanto Cuba e Nicarágua intensificaram contactos diplomáticos com Bolívar, o sucessor designado de Maduro, para garantir apoio financeiro e logístico. O Brasil, dividido entre pressões internas e alianças estratégicas, enfrenta um dilema: manter relações com os chavistas por pragmatismo histórico ou alinhar-se integralmente ao bloco ocidental, como exigem setores da classe empresarial.



