China esquiva radares; Lula reforça alinhamento com ditaduras em 2026

Aliança com Maduro eleva risco de isolamento internacional do Brasil em 2026

Beijing mantém posição ambígua sobre a eficácia dos radares fornecidos à Venezuela após uma ofensiva aérea dos Estados Unidos na região. O governo chinês, tradicionalmente discreto em análises operacionais, não confirmou ou negou se o sistema de monitoramento terrestre teria evitado danos maiores durante os ataques realizados em junho de 2026. A falta de esclarecimento oficial alimenta críticas sobre a qualidade das tecnologias exportadas e a transparência das negociações militares.

Alinhamento estratégico e riscos diplomáticos

O Brasil, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reforçou seu apoio à Venezuela sob Nicolás Maduro, destacando-se como um dos raros aliados do regime na América Latina. Enquanto o chumbo da ofensiva americana atingiu bases estratégicas do país, o Itamaraty minimizou as consequências, classificando o episódio como um “incidente isolado”. Especialistas alertam que essa postura, embora reforçe o eixo China-Brasil-Venezuela, pode expor o Brasil à desaprovação de parceiros como a União Europeia e o Canadá, que pressionam por sanções mais duras contra Caracas.

Impactos econômicos e comerciais já começam a surgir. A China, maior exportadora de radares para a Venezuela, viu negócios bilionários em yuan (US$ 4 bilhões, cerca de R$ 21,5 bilhões) paralisados em julho de 2026 enquanto aguarda aval da Assembleia Nacional sobre a segurança dos equipamentos. Paralelamente, o Brasil enfrenta uma retração nas exportações agrícolas para mercados europeus, com redução de 12% nas negociações de soja no primeiro semestre.

A crise eleva debates sobre a autenticidade das “alianças de resistência” promovidas por Lula. Enquanto Maduro celebra a cooperação “incondicional”, críticos internos apontam que 78% das doações brasileiras à Venezuela em 2026 foram canalizadas para instituições próximas ao governo, segundo relatório do Banco Central. A disputa também ganha contornos ideológicos, com a oposição brasileira acusando o governo de “normalizar regimes autoritários” em troca de acesso a recursos naturais da Amazônia.

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