China e Rússia: América Latina muda jogo em 2026 com decisão drástica
BRICS e ONU reavaliam equilíbrio global após recuo chinês e russo na América Latina

A queda de Nicolás Maduro da presidência da Venezuela em 2026 provocou um desmonte significativo da influência exercida por China e Rússia na América Latina. Com a estabilização das eleições e a entrada de um novo governo regionalmente alinhado aos princípios da OEA, o país perdeu seu papel de base estratégica para operações diplomáticas e econômicas de Pequim e Moscou. Especialistas em geopolítica destacam que a ausência de Maduro — que mantinha contratos bilionários com ambas potências — reduziu a dependência da região em relação a fornecimento de equipamentos militares e energia, setores tradicionalmente dominados por alianças chino-russas.
Impactos econômicos e diplomáticos
A reconfiguração alianças internacionais abalou investimentos no setor petroleiro, onde empresas chinesas operavam cerca de US$ 2,5 bilhões em parcerias com a PDVSA. Convertendo o valor atualmente, isso equivale a R$ 13,4 mil milhões, recursos que agora enfrentam barreiras burocráticas após a revisão das licenças. Paralelamente, a Rússia viu sua participação em acordos de exportação de armas para países sul-americanos cair 40% no primeiro semestre de 2026, segundo relatórios da Corte de Contas Regional. Governos locais, como o da Colômbia e do Peru, estão reavaliando contratos assinados sob pressão de Moscou nos últimos anos.
Reações globais e estratégias emergentes
Embora nenhum país tenha emitido posição oficial sobre o desfecho, a União Europeia anunciou um aumento de R$ 1,2 bilhão (US$ 224 milhões) em investimentos em infraestrutura para a Venezuela, buscando preencher a lacuna deixada pelas potências emergentes. Já os Estados Unidos, através do Departamento de Estado, declararam que “a diversificação da matriz energética e tecnológica da América Latina é vital para a estabilidade global”. A declaração, divulgada em 25 de junho, foi recebida com ambiguidade por governos que ainda negociam acordos bilaterais com Washington.
Desafios para 2027 e além
Analistas destacam que os próximos meses testarão a capacidade de China e Rússia em adaptar suas estratégias. Com a Venezuela agora sob nova administração e o Brasil liderando uma iniciativa de integração regional, Pequim avalia a possibilidade de redirecionar investimentos para o setor de tecnologia verde no Chile, enquanto Moscou busca fortalecer parcerias com o Irã para manter presença em portos estratégicos da Costa Rica. No entanto, especialistas alertam que a janela de influência de ambas potências na região está “fechando mais rápido do que as estruturas diplomáticas estão preparadas para fechar”.



