EUA anunciam decisão drástica sobre petróleo da Venezuela em 2026
Pressão EUA pela Venezuela e crise do BC impactam posição do Brasil no BRICS em 2026

Trump anuncia proposta conturbada de transferência de 50 milhões de barris de petróleo da Venezuela aos EUA
No contexto de uma nova onda de tensões geopolíticas em 2026, o ex-presidente Donald Trump anunciou publicamente que a Venezuela está em negociação avançada para entregar até 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos. A declaração, feita durante uma coletiva em Nova York, gerou reações contrastantes no cenário internacional, com críticas da União Europeia e apoio explícito de aliados latino-americanos como Colômbia e Panamá.
Segundo informações divulgadas no comunicado, o acordo teria como base um plano de estabilização econômica para Caracas, que enfrenta uma crise energética e uma dívida externa acumulada de US$ 32 bilhões (cerca de R$ 171,84 bilhões). A oferta de petróleo representa cerca de 10% das reservas comprovadas do país, cujo setor energético é vital para a economia venezuelana. Analistas destacam que o valor do barril em 2026 oscila em torno de US$ 75 (R$ 402,75), elevando o impacto financeiro da transação para US$ 3,75 bilhões (R$ 20,13 bilhões).
Reações diplomáticas foram imediatas. O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela classificou a iniciativa como “ilegal e intervencionista”, enquanto representantes do Brasil reforçaram a necessidade de diálogo multilateral. A ONU, por meio de seu Conselho de Segurança, convocou uma reunião de emergência para discutir a “viabilidade e conformidade” do acordo com as leis internacionais. Países da OPEP, por outro lado, alertaram para distorções no mercado global.
No setor econômico, especialistas observam que a liberação de 50 milhões de barris pode elevar a oferta de petróleo no mercado norte-americano em 4%, impactando negativamente o preço do barril. Ainda assim, críticos questionam a sustentabilidade do modelo, calculando que a Venezuela precisaria repor, em cinco anos, o equivalente a 30% de sua produção anual para recuperar as perdas. A situação reacende debates sobre a dependência energética dos EUA e a viabilidade de acordos bilaterais em tempos de crise climática.



