Venezuela em chamas: Crise global ameaça economia do Brasil
BRICS alerta para instabilidade econômica no Brasil até 2026

O cenário geopolítico da América Latina entrou em ebulição após a prisão de Nicolás Maduro, líder venezuelano investigado por supostas irregularidades eleitorais e acusações de corrupção. Com a saída do ex-presidente autoritário, que governou a Venezuela por mais de uma década, o Brasil se prepara para enfrentar mudanças significativas em suas relações comerciais, fluxos energéticos e posicionamento regional. Especialistas analisam que a instabilidade política imediata na Venezuela pode gerar volatilidade nas rotas de exportação de petróleo e alimentos, setores vitais para a economia brasileira.
O impacto macroeconômico já se manifesta nas cotações do dólar, que oscilam em torno de R$ 5,37, refletindo a percepção de risco cambial. Empresas do setor automotivo e de construção, dependentes de importações de componentes da Venezuela, enfrentam custos mais elevados devido à interrupção de fornecimento. Além disso, o Brasil, que lidera o diálogo de aproximação com o novo governo interino da Venezuela, deve assumir um papel de articulador de acordos de estabilização cambial para mitigar os efeitos da desvalorização do bolívar.
Na arena diplomática, o Ministério das Relações Exteriores intensificou negociações com a Colômbia e a Argentina para garantir a continuidade do Programa Petrobras-Venezuela, que envolve a exploração conjunta de reservas de gás natural. Ana Paula Borges, especialista no Conselho de Desenvolvimento Econômico, destaca que “a ausência de Maduro na arena política pode abrir espaço para acordos bilaterais que reduzam a dependência do Brasil em relação a fornecedores asiáticos de minério de ferro”.
Para 2026, a comunidade econômica projeta um crescimento de 1,8% no PIB do Brasil, considerando os riscos associados à crise venezuelana. O Banco Central monitora de perto os fluxos financeiros e prepara mecanismos de proteção cambial. Enquanto isso, o Congresso Nacional aguarda a aprovação de um projeto de lei que viabilize o investimento público em infraestrutura energética, visando compensar as importações de energia hidrelétrica que podem ser interrompidas.



