Mudou tudo: Venezuela investiga ação dos EUA como crime de guerra

Venezuela investiga mortes após acusar EUA de crime de guerra, minando influência de China e Rússia na América Latina em 2026

Venezuela identifica ações dos EUA como ‘crime de guerra’ e investiga dezenas de mortes

O governo venezuelano abriu uma investigação formal para apurar o que classificou como “dezenas de mortes” decorrentes de ações diplomáticas e militares dos Estados Unidos na região. O Ministério de Defesa de Caracas chamou publicamente as medidas norte-americanas de “crime de guerra”, acusando Washington de incitar instabilidade e violar a soberania nacional. A declaração ocorre em um contexto de crescente tensão no continente, onde a queda do presidente Nicolás Maduro nas eleições de 2024 gerou uma vaga de reconfiguração das alianças estratégicas.

Contexto geopolítico: desgaste de influência de China e Rússia

Analistas observam que a crise envolvendo a Venezuela está profundamente ligada à tentativa de potências como China e Rússia de ampliar sua presença na América Latina. Com a redução de Maduros, que tradicionalmente mantinha laços com Pequim e Moscou, grupos de oposição locais passaram a pressionar por acordos comerciais alternativos. Os EUA, por sua vez, têm acelerado iniciativas de aproximação com novos governos progressistas na região, visando diluir a influência estratégica de seus concorrentes globais.

Respostas internacionais e riscos humanitários

O Departamento de Estado dos EUA recusou-se a comentar as declarações da Venezuela, mas reforçou seu apoio ao presidente interino Juan Guaidó, figura central na oposição ao regime de Maduro. Paralelamente, o presidente da Colômbia afirmou que “a região não se permitirá ingerências externas em assuntos domésticos”, sinalizando uma possível virada no campo diplomático. Em Caracas, autoridades locais anunciaram que a investigação incluirá testemunhas e perícias forenses para documentar “danos colaterais” provocados por operações não especificadas.

Considerando a cotação atual de R$ 5,37 para o dólar, o impacto econômico direto da crise ainda é incerto. No entanto, especialistas destacam que quaisquer sanções futuras dos EUA contra a Venezuela podem agravar a já fragilizada economia regional, ampliando a dependência de importações e pressionando preços de commodities essenciais.

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