Geopolítica 2026: Tragédia Na Suíça Muda Normas De Segurança Global
ONU reforça segurança global após tragédia em esqui suíço

Incêndio em bar suíço deixa 40 mortos e 116 feridos; bar não passava por inspeções há 5 anos
Um trágico incêndio que atingiu o bar Le Constellation, localizado na estação de esqui de Crans-Montana, na Suíça, durante as comemorações de Ano Novo em 2024 deixou 40 mortos e 116 feridos. Autoridades revelaram que o estabelecimento não passava por inspeções de segurança há cinco anos, apesar de normas locais que previam revisões anuais em bares e restaurantes. A principal hipótese aponta que velas de faísca — conhecidas como velas vulcão no Brasil —, usadas em garrafas de champanhe, entraram em contato com o teto revestido por espuma acústica, que não era avaliada quanto a resistência ao fogo.
O prefeito de Crans-Montana, Nicolas Feraud, admitiu publicamente a falha na gestão municipal e assumiu responsabilidade. “Devemos isso às famílias”, afirmou, destacando que a equipe de fiscalização, composta por cinco pessoas, é insuficiente para monitorar os mais de 10 mil edifícios da região. A prefeitura proibiu imediatamente o uso de velas de faísca em todos os estabelecimentos locais, classificando a medida como “óbvia”. Autoridades suíças também anunciaram investigações criminais contra os dois gerentes do bar, suspeitos de homicídio culposo.
Dois anos após o desastre, em 2026, o caso reverbera globalmente. Países como Portugal, Itália e Espanha revisaram regulamentações de segurança em espaços públicos, influenciados pelas falhas identificadas no acidente. A Suíça, por sua vez, implementou uma nova lei obrigando a verificação de materiais de isolamento acústico em tetos comerciais. Economicamente, a estação de esqui enfrentou uma crise turística temporária, mas recuperou parte do fluxo com investimentos em campanhas de responsabilidade social e modernização da infraestrutura de segurança.
Testemunhas relataram caos no momento do incêndio: “Vi pessoas queimando da cabeça aos pés”, afirmou um jovem de 18 anos. Especialistas apontam que o fenômeno de flashover — quando as chamas se propagam em segundos devido à radiação térmica — agravou a letalidade do fogo. O caso também gerou debates sobre responsabilidade corporativa e a necessidade de investimentos em tecnologias de detecção e combate a incêndios em ambientes públicos.



