Revolução da IA na descoberta de medicamentos: Chai Discovery e Eli Lilly unem forças

Chai-2 desenvolve anticorpos com algoritmo de IA; parceria com Eli Lilly movimenta US$ 130 milhões (cerca de R$ 698,1 milhões) e alcança avaliação de US$ 1,3 bilhão

Parceria inédita acelera desenvolvimento de medicamentos com IA

O startup Chai Discovery, fundado em 2024, conquistou uma posição de destaque na indústria de biotecnologia ao anunciar uma parceria estratégica com o gigante farmacêutico Eli Lilly, no final de 2025. A joint venture envolve o uso da plataforma Chai-2, um algoritmo de inteligência artificial projetado para desenvolver anticorpos com precisão computacional, transformando o processo de descoberta de medicamentos.

Com uma avaliação de US$ 1,3 bilhão após a captação de US$ 130 milhões (R$ 698,1 milhões) em sua rodada de Série B, a startup revela seu potencial disruptivo. A tecnologia de Chai-2 opera como um “sistema de design computacional” para moléculas, integrando dados de biologia e química para acelerar a identificação de candidatos a fármacos.

Concorrência tecnológica com Nvidia

No mesmo período, Eli Lilly anunciou uma parceria de US$ 1 bilhão (R$ 5,37 bilhões) com a Nvidia, visando a criação de um laboratório de descoberta de medicamentos baseado em IA em São Francisco. A iniciativa busca combinar recursos de computação de alto desempenho da Nvidia com a expertise farmacêutica da Lilly, reforçando o papel da IA na aceleração da pesquisa biomédica.

Origens em OpenAI e Harvard

Os fundadores Josh Meier e Jack Dent, ambos ex-alunos da Harvard, iniciaram projetos relacionados ao campo de proteômica ainda em 2018. A conexão com Sam Altman, CEO da OpenAI, foi fundamental para a formação do núcleo de Chai. Meier, anteriormente engenheiro da OpenAI e Facebook, desenvolveu o ESM1, um modelo precursor de linguagem para proteínas, enquanto Dent foi engenheiro da Stripe, outra empresa apoiada por Altman.

Investimento e inovação

O General Catalyst, um dos principais investidores de Chai, destacou a importância de alianças estratégicas. “Empresas que adotarem rapidamente tecnologias como a nossa verão moléculas em ensaios clínicos até 2027”, afirmou Elena Viboch, diretora do fundo. A startup, com 100% de código proprietário, desenvolve arquiteturas personalizadas de modelos de IA, diferenciando-se de soluções pré-existentes.

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